Marcha com três mil integrantes marca 100 anos do Dia Internacional da Mulher O objetivo da ação é conquistar avanços e melhorias para a vida das mulheres brasileiras, denunciar o capitalismo patriarcal e expressar solidariedade com as mulheres de todo o mundo
08/03/2010 Desirèe Luíse, De São Paulo, da Radioagência NP
Fotos João Zinclair O 8 de março deste ano marca os cem anos do Dia Internacional da Mulher. Por isso, no Brasil, três mil mulheres começam, nesta segunda-feira (08), uma marcha, que sai de Campinas e chega a São Paulo, no dia 18 deste mês. O ato faz parte da 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, que acontece ao longo de 2010 e conta com a participação de mulheres de todas as Regiões do país, do campo e da cidade.
O lema deste ano é “Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!”. O objetivo da ação é conquistar avanços e melhorias para a vida das mulheres brasileiras, denunciar o capitalismo patriarcal e expressar solidariedade com as mulheres de todo o mundo.
Miriam Nobre, da Marcha Mundial das Mulheres, falou sobre a importância de ações que visam os direitos femininos.
“Nós sabemos que cada vez mais as mulheres sustentam sozinhas suas famílias, e [é preciso] poder decidir a melhor forma de como fazer isso. Quer dizer, tendo empregos com qualidade, com direitos, com salário justo ou então tendo condições de produzir, no caso das mulheres que vivem no campo, das artesãs, das comerciantes. Que elas possam trabalhar em boas condições e viver do seu trabalho.”
A 3ª Ação Internacional será baseada em quatro campos de atuação: autonomia econômica das mulheres, bens comuns e serviços públicos, paz e desmilitarização e violência contra a mulher.
A Marcha Mundial das Mulheres é um movimento feminista internacional que nasceu no ano 2000, a partir de uma mobilização que reuniu mulheres de todo o mundo. Em 2005, a Marcha organizou sua 2ª Ação Internacional para divulgar a proposta de um mundo sem machismo e opressão.
Marcha Mundial das Mulheres chega ao seu terceiro dia
Adital - Cerca de três mil mulheres, participantes da 3ª edição da Marcha Mundial das Mulheres, chegaram ontem (9) ao município de Valinhos, interior de São Paulo, onde realizaram discussões sobre trabalho doméstico, sustentabilidade da vida humana, e lutas feministas. Representantes de 25 estados partiram de Campinas na última segunda-feira (8), após o ato de celebração do Dia Internacional da Mulher, e vão marchar até o próximo dia 18, quando chegam à capital paulista. Através do lema "Seguiremos em Marcha até que Todas Sejamos Livres", as participantes reivindicam autonomia econômica, acesso aos bens comuns e serviços públicos, desmilitarização, e fim da violência de gênero.
MST celebra formatura da primeira turma de Licenciatura e Educação do Campo.
MST celebra formatura da primeira turma de Licenciatura e Educação do Campo 18 de fevereiro de 2010
Nesta sexta-feira (19/2), a turma de Licenciatura e Educação do Campo, do curso de Pedagogia da Terra, realiza o ato de conclusão do curso, que acontece no auditório central da Faculdade de Educação (FAE) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no Campus da Pampulha.
O curso é realizado por meio do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), em parceria com a FAE, UFMG e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Teve início em 2005, com a participação de 46 educadores e educadoras do campo da agricultura familiar, de diversas regiões dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo, Espírito Santo e Distrito Federal.
Há cinco anos os trabalhadores e trabalhadoras do campo ocuparam um espaço que é público, mas que historicamente é ocupado por uma seleta minoria em nossa sociedade: a universidade. Vários outros cursos de Licenciatura em Educação do Campo surgiram neste período. Um dos principais objetivos do curso é garantir o fortalecimento de uma pedagogia em movimento, capaz de estabelecer um diálogo entre conhecimento científico e conhecimento popular nas comunidades de acampamentos e assentamentos da Reforma Agrária.
A formação destes 46 educadores e educadoras é símbolo da multiplicação do saber camponês enquanto espaço pedagógico e das lutas pelo fortalecimento da política pública da educação do campo e por escolas de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio.
A turma de estudantes de pedagogia, que ganhou nome Vanessa dos Santos, é a primeira do curso de Licenciatura em Educação do Campo do país. A turma agora se prepara para colocar os conhecimentos adquiridos a favor da Educação do Campo e do povo do campo.
MST celebra formatura da primeira turma de Licenciatura e Educação do Campo.
MST celebra formatura da primeira turma de Licenciatura e Educação do Campo 18 de fevereiro de 2010
Nesta sexta-feira (19/2), a turma de Licenciatura e Educação do Campo, do curso de Pedagogia da Terra, realiza o ato de conclusão do curso, que acontece no auditório central da Faculdade de Educação (FAE) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no Campus da Pampulha.
O curso é realizado por meio do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), em parceria com a FAE, UFMG e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Teve início em 2005, com a participação de 46 educadores e educadoras do campo da agricultura familiar, de diversas regiões dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo, Espírito Santo e Distrito Federal.
Há cinco anos os trabalhadores e trabalhadoras do campo ocuparam um espaço que é público, mas que historicamente é ocupado por uma seleta minoria em nossa sociedade: a universidade. Vários outros cursos de Licenciatura em Educação do Campo surgiram neste período. Um dos principais objetivos do curso é garantir o fortalecimento de uma pedagogia em movimento, capaz de estabelecer um diálogo entre conhecimento científico e conhecimento popular nas comunidades de acampamentos e assentamentos da Reforma Agrária.
A formação destes 46 educadores e educadoras é símbolo da multiplicação do saber camponês enquanto espaço pedagógico e das lutas pelo fortalecimento da política pública da educação do campo e por escolas de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio.
A turma de estudantes de pedagogia, que ganhou nome Vanessa dos Santos, é a primeira do curso de Licenciatura em Educação do Campo do país. A turma agora se prepara para colocar os conhecimentos adquiridos a favor da Educação do Campo e do povo do campo.
Assassinato de Sem Terra completa seis meses sem punição.
Assassinato de Sem Terra completa seis meses sem punição 22 de fevereiro de 2010 Da Radioagência NP
Neste domingo (21/2), completaram seis meses do assassinato do Sem Terra Elton Brum da Silva, ocorrido em agosto do último ano no Rio Grande do Sul. O trabalhador foi atingido com um tiro nas costas por um policial militar durante desocupação da Fazenda Southall, na cidade de São Gabriel.
O soldado Alexandre Curto dos Santos já confessou a autoria do disparo, mas o impasse se dá na qualificação do crime. O Ministério Público da cidade denunciou o policial por homicídio doloso, com a intenção de matar e sem possibilidade de defesa da vítima, o que determina uma pena de reclusão de 12 a 30 anos. O juiz José Pedro Eckert aceitou a acusação, mas tornou um homicídio simples, o que diminuiria a pena do policial para seis a 20 anos. O Ministério Público recorreu e aguarda decisão do Tribunal de Justiça.
A integrante da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Nina Tonin, questiona a decisão do juiz. Eckert também esteve à frente do processo que trata da manifestação da Via Campesina no horto florestal da Aracruz na cidade de Barra do Ribeiro, em 2006. Na ocasião, mulheres arrancaram mudas de eucalipto da empresa para protestar contra a monocultura do cultivo no estado.
"O mesmo juiz que desqualificou a acusação que o MP fez ao policial que assassinou o Elton é o mesmo juiz que foi muito rígido ao acusar as mulheres da Via Campesina em Barra do Ribeiro. No entanto, esse mesmo juiz tratou de amenizar as acusações contra um soldado que matou um sem-terra que lutava por terra.”
Nina teme que ocorra mais violência contra os Sem Terra caso o policial não seja punido. Passados seis meses do assassinato de Elton, as cerca de 256 famílias que continuam acampadas em São Gabriel aguardam que o Judiciário libere a imissão de posse da Fazenda 33 para que sejam assentadas. As demais 720 famílias assentadas na região estão em situação precária e com dificuldades de acessar financiamento.
Assentamento Reunidas: ajuste de contas com a História
Assentamento Reunidas: ajuste de contas com a História
O maior assentamento do Estado de São Paulo foi criado durante o I PNRA e foi decisivo para o desenvolvimento do município de Promissão
Cerrado, pasto, algumas poucas cabeças de gado e escassos trabalhadores empregados. Quem vê hoje o maior assentamento rural do Estado de São Paulo não imagina que essa era a paisagem nos 17 mil hectares da fazenda Reunidas antes de sua desapropriação para fins de reforma agrária no final dos anos 80. Ali, hoje, vivem e trabalham 630 famílias, produzindo alimentos e impulsionando o desenvolvimento do município. “Promissão cresceu com esse assentamento, porque a reforma agrária deu certo”, defende o assentado José Martins, o Benê, conhecido por ter sido um dos primeiros a adotar a técnica de plantio em estufas, uma das “marcas registradas” do Reunidas. De fato, a cidade saiu de uma situação de decadência para entrar num ritmo acelerado de crescimento. Em 1980, a população local era de 20 mil habitantes. Em 1991, saltou para 28 mil. Hoje é de 34 mil habitantes. Mas, na época, a recepção aos futuros agricultores pela população local não foi das mais calorosas. “No primeiro dia em que a gente foi conhecer Promissão, o comércio fechou as portas. Era loja, armazém, farmácia, tudo fechado porque disseram que a gente ia saquear a cidade”, recorda José Aparecido de Souza, o Zé Mineiro. Benê e Zé Mineiro faziam parte de um grupo de trabalhadores rurais proveniente da região de Campinas. Organizados para pressionar o governo a fazer a reforma agrária, no bojo do processo de redemocratização do país, esses trabalhadores chegaram a Promissão, região Noroeste do Estado, na época em que se discutia a desapropriação da Fazenda Reunidas. Reivindicando a área também estavam grupos de trabalhadores sem-terra vindos do Pontal do Paranapanema e da própria região de Promissão. Vigorava, então, o I Plano Nacional de Reforma Agrária. Até 1985, ou seja, durante o regime militar, “reforma agrária” era uma expressão proibida, como recorda o engenheiro agrônomo do Incra Arilzo Forte. Tanto é que o primeiro assentamento do Estado, o Primavera, criado em 1981 em Andradina, era chamado de “projeto de colonização rápida”. Com o lançamento do primeiro PNRA, a reforma agrária passava a ter um respaldo concreto. “E a fazenda Reunidas era emblemática”, comenta Arilzo. Não só pelo tamanho. Conta-se que os proprietários não raras vezes usaram de violência para forçar os antigos ocupantes a vender suas glebas. Democratizar o acesso àqueles 17 mil hectares era um ajuste de contas com a História. O decreto de desapropriação da área foi publicado no dia 1º de julho de 1986. A imissão do Incra na posse do imóvel ocorreu no dia 30 de outubro de 1987 e as famílias dos diversos grupos acampados no local começaram a ser assentadas, dividindo-se em 10 agrovilas. De acordo com os pesquisadores Vera Botta Ferrante, Sônia Bergamasco e Luís Antônio Barone, o assentamento dessas famílias fez o índice de Gini que mede a concentração fundiária passar de 0,769 para 0,685 no município. Lembrando que, quanto mais próximo de 1, maior a concentração. Para os próprios assentados, esse impacto positivo é evidente, como argumenta José Carlos dos Santos, com base em um cálculo simples, que inclui também o assentamento Dandara, criado mais recentemente, em 2004, com 186 famílias. “Nós somos, mais ou menos, entre o Reunidas e o Dandara, umas 5 mil pessoas. Nenhuma delas investe dinheiro no exterior. Todo o dinheiro daqui é gasto no município. Se cada pessoa gasta um par de sapatos por ano, quantos pares não são vendidos no município?”
Produção Hoje, passados mais de 20 anos, o assentamento Reunidas se destaca pela produção de alimentos. Só de leite são 40 mil litros por dia. A lavoura de mandioca produziu 1,5 mil toneladas na safra 2007/2008. E existem ainda cerca de 200 produtores de hortaliças que, por meio do cultivo em estufas, conseguem atingir resultados anuais como 5 mil caixas de berinjela, 17 mil caixas de quiabo, 21 mil caixas de pimentão e 30 mil caixas de pepino. Adotado por iniciativa dos próprios assentados, o cultivo protegido em estufas permite a produção de hortaliças durante boa parte do ano, mesmo no período de chuvas. O agricultor Antônio Barbosa possui três estufas, que somam mais de 1,3 mil metros quadrados, onde produz pimentão, pepino, abóbora, tomate e abobrinha. “A gente produz fora de época e, com isso, consegue preço melhor. Dentro de uma estufa eu já consegui, com 700 pés de pimentão, produzir 918 caixas de 11 quilos. É uma quantidade significativa.” Forte também na lavoura de grãos, o assentamento produziu, na safra 2007/2008, 100 mil sacas de milho, 2,5 mil sacas de feijão e 1,6 mil sacas de soja. Os assentados driblam os riscos inerentes à produção agrícola, como as oscilações de preço no mercado, por meio da organização: a Cooperativa dos Produtores do Projeto Agrário Reunidas (Coopar), fundada em 1993, possibilita descontos na compra de insumos e bons preços na venda da produção. “Na última safra, o milho na região foi vendido a R$ 17,00 a saca. Nós conseguimos vender a R$ 19,00, ou seja, com um ganho de R$ 2,00 por saca. Isso porque vendemos em quantidade maior”, explica Joaquim Francisco de Brito Júnior, o Quincas, presidente da cooperativa. A organização possibilitou ainda que, em 2006, o Reunidas fosse o primeiro assentamento a ter acesso ao programa de Aquisição do Governo Federal (AGF), vinculado à Política de Garantia de Preços Mínimos. Por meio desse programa, o governo federal compra a produção do agricultor, garantindo o preço mínimo estabelecido para a safra quando este é maior do que o preço de mercado. Os assentados, articulados pela Coopar, entregaram, em 2006, 7 mil sacos de milho pelo preço mínimo à Conab, recebendo 30% acima dos valores de mercado. Em São Paulo, o Reunidas tem sido um dos assentamentos que mais acessam o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da Conab. No final de 2003, 41 produtores acessaram a modalidade “Compra Antecipada” de milho, totalizando R$ 102,5 mil Este projeto adiantava recursos para o plantio, permitindo o pagamento em produto ou dinheiro após a colheita. Em 2004 e 2006, cerca de 50 produtores foram beneficiados pela “Compra Direta”, em que a Conab garantiu o “preço de referência da agricultura familiar” até o limite de R$ 2,5 mil por família, comprando, a cada ano, cerca de R$ 50 mil do assentamento, com preços 40% acima dos pagos ao produtor pelos atravessadores locais. A partir de 2007, os assentados começaram a acessar a modalidade “Compra Antecipada Especial – Doação Simultânea”, que garante R$ 3,5 mil por família. Ao todo, 32 famílias entregaram hortigranjeiros para entidades assistenciais de Promissão e Getulina. Em 2008, com o sucesso do programa, o número de famílias participantes foi ampliado para 114. Além disso, a Coopar participou da modalidade “PAA-Formação de Estoques”, que fornece recursos para capital de giro às organizações, com pagamento em dinheiro, em 2007 e 2008, no valor de R$ 105 mil cada projeto, beneficiando 30 famílias.
Valor agregado Na busca de novos mercados e melhores preços, empreendedorismo também não faltou. Uma das agroindústrias mais bem estruturadas dos assentamentos paulistas é a agroindústria de doces Bemacla, do assentamento Reunidas. O nome foi tirado das iniciais de suas fundadoras: Bernadete, Erenice, Mara e Clarinda. A idéia de se criar uma fábrica de doces nasceu da simples constatação de que havia muito desperdício de matéria-prima no assentamento. Muitas frutas se perdiam porque a produção não era grande o suficiente para a comercialização. Por que não transformar essas frutas em doces? A produção começou na cozinha da cooperativa do assentamento. Quase todo o dinheiro ganho era reinvestido na própria agroindústria. Foi assim que elas conseguiram construir uma cozinha industrial adaptada às exigências da legislação sanitária. A comercialização era feita em feiras nas cidades de Promissão e Penápolis. Recentemente, a Bemacla encontrou um mercado mais interessante: grandes empresas da região servem os doces do assentamento como sobremesa nas refeições de seus funcionários. Com isso, o próprio sistema de produção mudou, como explica Bernadete Silva Calegari: “Eles ligam e falam: ‘quero tantos quilos de doce para tal dia’. E a gente trabalha para atender esses pedidos.” Hoje, a empresa produz aproximadamente mil quilos de doce por semana. “A gente achava que nosso mercado estava nas cidades, que tinha que buscar entregar em São Paulo, e, na verdade, nosso mercado estava aqui do lado”, comenta Bernadete. Outra iniciativa de agregação de valor à produção bem-sucedida e bastante recente foi a do assentado Mauro Sérgio Teixeira Azevedo, que conseguiu o registro do código de barras e autorização de rótulo para seus produtos no final de 2008. A embalagem com código de barras já permitiu a conquista de novos mercados: os produtos chegam aos municípios de Cafelândia e Avanhandava e o próximo passo é conquistar o mercado de Lins. O investimento inicial feito pelo assentado foi de aproximadamente R$ 1,5 mil entre taxa de adesão e compra de equipamentos, como a balança e o empacotador. E o resultado foi compensador: “Antes, quando vendia o produto in natura, o pessoal costumava pagar alguns centavos a caixa. Hoje, eu consigo vender cada bandeja de produto a R$ 1 real, sem atravessadores”, afirma. Após duas décadas de trabalho, superadas as dificuldades iniciais, uma nova geração começa a tomar a frente da produção agrícola. Benê conta como ensinou os filhos a valorizar o lote. “Dei uma estufa pra cada um. Eles fizeram o primeiro plantio de pepino e ganharam um dinheirão, tudo deles.” Os filhos estudaram, casaram, mas ainda moram no assentamento e continuam trabalhando com estufas. E o pai, orgulhoso, faz o balanço da história do Reunidas até agora: “a gente tinha um pensamento empresarial mesmo, de querer crescer, construir casa, botar o filho na faculdade. A gente sonhava com tudo isso e trabalhava. E pra nós a reforma agrária foi ótima. Passamos por dificuldades grandes, mas hoje a gente olha pra trás e até parece um sonho o que a gente fez.”